Nossa história, Nossa memória

O Podcast é um projeto documental, que usa técnicas de linguagem radiofônica, internet e de jornalismo cultural, biográfico e literário, con na proteção, preservação, conservação e salvaguarda dos Patrimônios Culturais Materiais e Imateriais da região da Zona da Mata de Pernambuco, em suas diversas linguagens

Roteiro Episódio 6

Ep. 6 – Larissa Michelle

Neste episódio, o Nossa História, Nossa Memória apresenta a trajetória da musicista e produtora cultural Larissa Michele Feliciano da Silva, natural de Aliança, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

 Em uma conversa conduzida por Josi Marinho, Larissa revisita os caminhos que a levaram a romper barreiras de gênero no universo das bandas e orquestras, tornando-se uma das poucas trombonistas mulheres de sua geração.

Com 15 anos de carreira, Larissa fala sobre os desafios de conquistar espaço em um ambiente tradicionalmente masculino, sua formação em música e o orgulho de ter sido a primeira mulher a solar com a Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba.
Além de instrumentista, ela também se dedica à produção cultural, divulgando os ritmos e mestres da cultura popular da Zona da Mata — como o maracatu, a ciranda e o cavalo-marinho — e inspirando novas gerações de mulheres a ocuparem o palco.

Um episódio sobre resistência, talento e representatividade feminina na música pernambucana.


[Trilha suave de abertura – som de sopros e percussão leve]

JOSI MARINHO:
Olá, ouvintes! Está começando mais um episódio do Nossa História, Nossa Memória, o podcast que valoriza o patrimônio imaterial, a cultura popular e as vozes que constroem a memória da Zona da Mata de Pernambuco.


Hoje, a nossa conversa é com uma mulher inspiradora: Larissa Michele Feliciano da Silva, musicista, trombonista e produtora cultural, natural da cidade de Aliança, na Zona da Mata Norte.

[Trilha sobe e desce lentamente]

JOSI MARINHO:
Larissa tem uma trajetória marcada por desafios e conquistas. Ela quebrou barreiras de gênero ao escolher um instrumento pouco comum entre mulheres: o trombone.
E é sobre essa caminhada, entre orquestras, bandas e projetos culturais, que a gente conversa a partir de agora.

[Som de trombone suave – transição]

JOSI MARINHO:
Larissa, seja muito bem-vinda ao Nossa História, Nossa Memória!
Conta pra gente: como começou essa sua relação com a música e com o trombone?

LARISSA MICHELE:
Obrigada, Josi! É um prazer participar desse podcast.
A música entrou na minha vida ainda na infância. Eu sempre estive cercada por sons e instrumentos. Mas o trombone… ele chegou como um desafio. Era um instrumento que, na época, poucas meninas tocavam. E eu quis mostrar que o talento não tem gênero.

JOSI MARINHO:
Você se tornou uma referência nesse instrumento e abriu caminhos para outras mulheres.
Foram 15 anos de carreira até aqui, não é?

LARISSA MICHELE:
Isso mesmo. São 15 anos dedicados à música e à cultura. Eu passei por bandas marciais, orquestras e grupos de maracatu, ciranda e cavalo-marinho. O trombone me levou a muitos lugares e me ensinou sobre resistência, disciplina e paixão.

JOSI MARINHO:
E você também conquistou um marco importante: foi a primeira mulher a solar com a Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba.
Como foi viver esse momento?

LARISSA MICHELE:
Foi uma emoção indescritível. Quando subi ao palco, senti que não era só eu que estava ali. Era uma conquista de muitas mulheres que lutam por espaço na música. Foi um divisor de águas na minha trajetória.

[Trilha leve de cordas – fundo emocional]

JOSI MARINHO:
Além de instrumentista, você também atua como produtora cultural.
Como é esse trabalho de levar os ritmos da Zona da Mata para outros lugares?

LARISSA MICHELE:
Eu acredito muito no poder da cultura como ferramenta de transformação. A produção cultural me permite divulgar o que vivemos e fazemos na Zona da Mata. É um jeito de fortalecer nossas raízes e mostrar para o Brasil o valor da nossa música popular, dos nossos mestres e das nossas tradições.

JOSI MARINHO:
E é bonito ver como essa trajetória também inspira outras mulheres a seguirem o mesmo caminho.
Larissa, muito obrigada pela conversa e por compartilhar sua história conosco.

LARISSA MICHELE:
Eu que agradeço, Josi. Que mais mulheres possam ocupar os palcos, as bandas e as orquestras. Que a música continue sendo esse espaço de liberdade.

[Trilha final – trombone, alfaias e agogô, encerrando em fade out]

JOSI MARINHO:
E assim a gente encerra mais um episódio do Nossa História, Nossa Memória.
Se você gostou dessa entrevista, compartilhe, siga o podcast nas redes sociais e continue acompanhando as histórias que celebram nossa cultura popular.
Até o próximo episódio!

[Vinheta de encerramento – assinatura sonora do podcast]

Share

Search

Roteiros recentes

Compartilhe nas nossa redes